Garota Problema


Influenciável – parte 2
20 de outubro de 2008, 13:37
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Há não muito tempo eu escrevi esse texto nesse blog. Nesse final de semana eu estava finalmente lendo todos os meus feeds e me deparei com esse texto. Não é genial?

É sobre isso que eu estava falando. Não sobre ser uma pessoa doente, um freak-stalker, ou ser extremamente influenciável, mas sim de ser não uma, mas duas pessoas. Como diz o texto, “um amor verdadeiro nos instiga a querer mais da vida, a olhar para cantos jamais vistos“. Nem precisa ser um amor verdadeiro, tá? Pode ser o rolo, o pretê em potencial ou o bonitinho que comentou no seu fotolog. Se houve o mínimo interesse, você vai querer correr atrás do que faz aquela pessoa feliz, dos seus gostos e hábitos.

Realmente, isso faz com que a gente se deixe de lado um pouco e seja um pouco mais do outro, mas sendo você mesmo. É uma coisa adicionada na sua vida. Se você gostar, vai levar isso com você, se não, vai levar isso enquanto o relacionamento durar ou nem isso. É aquela coisa: ele gosta de Lost, você assiste e não gosta. Não vai querer dar uma de Stella com Ted Mosby dizendo que curtiu Star Wars quando, na verdade, você odiou. Se você odiou, não minta dizendo que amou. Eu não gosto de Star Wars, prontofalei!

Aham, eu já tentei assistir Lost e achei um saco mas eu adoro The OC, mesmo sendo para adolescentes, eu adoro e ele não gosta. Vamô brigar por isso? NÃO! Mas ele também assistiu The OC e achou um lixo. Ele me ligou de madrugada, dizendo que estava passando ums eriado genial, me fez ligar a TV e ficava falando ‘olha, olha como é bacana…NOSSA! Sinsitro’ e eu falei ‘amor, desculpa num curti…beijo vou dormir’. Fui dormir! Outro dia ele estava na minha casa e começou The OC, ele realmente tentou assistir, se esforçou, mas me olhou com aquela cara de  tédio e eu falei pra ele voltar pro computador. Depois disso ele assistia Lost e eu não me incomodava com o status no msn como ausente, ausente por uma hora (ah, às vezes ele aparecia nos intervalos) e eu fazia o mesmo na hora de The OC.

Mas ele me mostrou bandas que eu não conhecia, me fez assistir filmes que hoje estão entre os meus favoritos. Eu ensinei ele a fazer o melhor milkshake da vida dele, apresentei o beijo do homem-aranha e mostrei alguns filmes também. Ele levou tudo com ele, mas ele deixou tudo comigo.
Acho que essa parte é a mais legal do relacionamento. É ser você e ele. É ser doisemum e mesmo assim continuar sendo você, saindo com as suas amigas (mesmo que ele ligue 11 vezes no seu celular!). Quando acabar, se acabar, você terá uma bagagem maior, terá sido um aprendizado, daí você pode mostrar para o próximo namorado aquela banda super maneira que seu ex te apresentou, vai bater a nostalgia, vc vai dar aquela risadinha e o atual pode não entender nada da cena, mas ele pode gostar da banda e mostrar para a próxima.

Ficou confuso?



(altamente) Influenciável
31 de agosto de 2008, 01:25
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Há algum tempo eu descobri que sou altamente infuenciável. Não, eu não sou do tipo maria-vai-com-as-outras que cai na conversa de qualquer um, por qualquer motivo. Eu sou infulenciável pelos homens da minha vida. Falando ‘homens’ até parece que eu já tive muitos, mas na boa, quem não teve muitos rolos? E por rolos eu digo ‘pessoas que vc gosta/gostou/pegou/nãopegou/namorou/casou/separou…enfim, qualquer pessoa por quem vc tenha tido atração sexual (não sexualmente literalmente falando).

Eu conheço um cara. Ponto. Em qualquer lugar (balada, orkut, twitter, cinema, ônibus, rua, amigo de amigo, whatever). Então eu descubro que ele é o cara da minha vida, aquela pessoa que mamãe tá orando pra eu encontrar e ser feliz para sempre. E pq eu descubro que ele é o cara da minha vida? Pq ele ouve as mesmas músicas que eu e vai um pouco além, não gosta de uma ou outra banda que eu amo, gosta de coisas que eu nunca ouvi falar e odeia alguma coisa que eu odeio. Esse cara lê também, mas ele não lê Veja, ele lê livros, e notícias na Folha Online. Ele também curte cinema, mas não apenas/somente cinema hollywoodiano, ele curte coisas alternativas, os mesmos filmes que eu e vai além disso. Bom, no geral ele vai além pq ele é mais velho que eu, eu tenho essa tendência de curtir caras mais velhos, nada muito exagerado, tipo eu com 19 e ele com 35, não! Eu com 19, ele com 26, tá ótemo pra mim.

Da vem a parte da influência. Como ele é mais velho, ele conhece muita coisa que eu nem sonhava que existia, ou sonhava mas nem me interessava e é ai que eu me entrego. O cara vem e me fala que banda tal é bacana. Ponto. Eu já ouvi banda tal, mas ouvi uma música e não gostei, mas se ele gostou, tcharam, eu vou correndo ouvir banda tal só pra ter algo a mais pra conversar com ele. Aqui as pessoas podem me achar idiota mór, mas espera, não me julguem ainda! Eu ouvi banda tal, gostei e dai e vicio na banda, pq ela me faz lembrar dele e quando eu lembro dele eu fico feliz. Ahá. Tem coisa melhor do que ficar feliz e rir por nada no meio da rua? Sério, as pessoas devem me achar uma doida quando eu estou andando sozinha pela rua. Sou capaz de ouvir a mesma música mil vezes, só pq a maldita me faz lembrar do cara.

Hoje em dia é mais complicado ser uma stalker cultural de alguém, pq a pessoa vai sacar que vc tá seguindo ela. No Last.fm vcs se tornam supercompatíveis, tipo clones. No Orkut vcs ligam o rastreador de visitas e pronto, se a pessoa fuça teu perfil você já acha que ela tá lendo seus scraps e ficando com ciuminho. No Twitter é terrível, pq você escreve coisas dando pistas de que ‘hey, eu tô muuuuuuuuuito afim’.

Pára de me achar louca e presta atenção: eu não faço essas coisas, ou melhor, faço, mas me controlo. Pq né, se vai fazer, faz direito. Desabilita o scrooble do Last.fm, evita entrar no Orkut, escreve o que quiser no Twitter, mas ctrl+A e ctrl+X é vida!!!

Tá, dai pode ser que role um casinho, uma historinha…E acaba! Óóóóó. Dai eu continuo sendo influenciável, só que dessa vez pela deprê, pq eu vou ouvir a música e vou lembrar de tudo e isso vai me entristecer…e por ai vai. Até que…tcharam…eu conheço outra pessoa (hahahahaha) e começa tudo de novo…OU NÃO! E quando acontece o ‘OU NÃO’, eu sou simplesmente influenciada por mim, eu fico altamente autêntica e volto a caçar coisas novas pra curtir…E assim eu amplio os meus conhecimentos e com o próximo cara da fila eu terei mais coisas em comum, isso é, se ele seguir o meu padrãozinho (ah, vai, todo mundo tem um padrãzinho, mesmo que ele seja periódico) .

No final das contas, muito do que eu sou hoje é derivado dos caras da minha vida. Não só dos caras, mas de todas as pessoas, mas eles são os agentes mais influenciadores…Agora, dá licença que eu vou voltar a ouvir, pela enésima vez, a música que ele indicou.