Garota Problema


Eu comi bacon e sobrevivi

Ontem fui comemorar mais um aniversário de namoro com o meu digníssimo no nosso restaurante mexicano favorito aqui em São Paulo, o Si Señor. Aproveitamos que tínhamos uns vales, chamados de “El Doble”, que você ganha quando vai jantar por lá às quartas, quintas e domingos e paga apenas 10% do valor daquele prato. E compensa muito, viu? A comida é maravilhosa, o ambiente também é muito gostoso, com aquela luz baixinha, rock no rádio, com som bem alto, perfeito pra passar a noite toda falando no ouvido.

De entrada pedimos as famosas potato skins, que são batatas em forma de canoa, com a casca, cobertas com cheddar e bacon. BACON. Sempre pedimos sem bacon como um bom casal vegetariano. Até que o garçom nos veio com uma piada: “senhor, o bacon é vegetariano”. Duas coisas que não cabem na mesma frase: BACON e VEGETARIANO. Como assim, né Brasil? O garçom nos disse que era uma carne de soja com sabor de bacon, mas que o negócio era de fato vegetariano. O garçom viu o medo estampado em nossa face, eu até brinquei que não podia comer carne de porco porque era judia *BRINKS*. Uma coisa que nos levou a pedir com um pouco menos de medo foi o fato de que a nossa primeira vez juntos no tal restaurante foi num almoço rodízio, onde as tais batatas eram servidas e o garçom disse a mesma coisa, porém em outra unidade. O Rafael comeu, eu não. Não me lembro direito o que ele disse na época sobre, mas acho que ele deixou de lado e não comeu porque acreditou ter sido zoado pelo garçom.

Pedimos o bacon a parte. O prato chegou. Ele comeu, eu comi. E gente, aquilo não é bacon. É tudo, menos bacon. Eu acredito ser carne de soja granulada com corante e aroma de bacon. O treco não tem nem textura, não tem nem gordura. E eu acredito que seja verdade que aquilo não é bacon, pois existe um SAL DE BACON, que eu nunca experimentei, mas sempre tive a curiosidade.

Só sei que nos deliciamos com aquilo e foi ótimo comer “bacon” depois de tanto tempo. Para os vegetarianos que deixaram de comer carne, mas sentem falta de vez em quando o tal sal de bacon pode ser uma alternativa muito bacana, né? E nesse caso, fazer uma visitinha ao Si Señor também.

Outra coisa que me leva a acreditar que aquilo não era bacon: eu não cheguei nem perto de passar mal. E olha que já aconteceu, infelizmente, de comer carne sem querer e passar muito mal. Com o bacon eu não faço ideia do que poderia ter acontecido, mas não ia ser nada agradável mesmo, especialmente por ser uma carne muito forte e meu corpo não está mais acostumado.

Eu aprovo o bacon da potato skins do Si Señor e quem me conhece sabe que eu sou incrivelmente chata pra esses assuntos alimentares.  Vai na fé e seja feliz com o bacon vegetariano.

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Exercício matinal

Ultimamente eu tenho acordado mais cedo só pra poder me arrumar melhor. Tem gente (MUITA gente) que acha isso uma futilidade sem tamanho, principalmente porque eu poderia dormir um pouquinho mais, colocar qualquer roupa e sair de casa. Bem, eu já fiz isso e durante muito tempo. A conclusão que eu cheguei foi que o meu dia fica muito melhor quando eu me sinto bem comigo mesma, principalmente quando vou ao banheiro, me vejo no espelho e me acho bonita. Mesmo estando acima do peso, mesmo estando com o cabelo desbotado e a raiz crescendo, mesmo estando na TPM, mesmo qualquer coisa, eu saio de lá e volto pra minha mesa me sentindo infinitamente melhor e mais poderosa.

Não ligo para quem acha isso uma futilidade. Não ligo de gastar minha maquiagem para vir trabalhar. A sensação de chegar em casa, depois de um dia exaustivo, mas ter ouvido vários elogios é maravilhosa. Adoro quando minhas amigas comentam sobre meu sapato, minha blusa, maquiagem, bolsa, acessórios, esmalte. Adoro falar sobre isso, dar dicas, inventar. Adoro também acordar, abrir meu armário, sentar na cama e montar um visual. Adoro ver minha pasta de inspirações no iPod pela manhã.

Às vezes eu quero me vestir como uma bailarina moderna, outro dia eu sou uma grunge suja e no dia seguinte eu me inspiro na linda e clássica Coco Chanel. É uma delícia se permitir ser quem você quiser, quando quiser e de acordo com o seu humor e vontade. Brincar com as minhas roupas e acessórios é um exercício que eu tenho procurado fazer todos os dias.

Claro que tem dias que eu acordo me sentindo horrível, (mais) gorda, uma monstra. E se o dia está num clima ameno, eu já fico feliz o suficiente só por poder usar minha comfort clothe. Isso é um termo que eu inventei para aquela combinação de roupa que cai como uma luva pra você, principalmente nos dias em que você acorda sem vontade de viver. A minha é legging e uma camisa masculina xadrez, roubada do meu pai. Pronto! É como se eu ficasse mais leve na hora, pois me sinto bem comigo mesma, me acho bonita e minha confiança é recuperada na hora. Ultimamente também ando pegando as camisas do namorado. Como não gosto de calor, ainda não descobri uma comfort clothe para os dias mais quentes, mas eu ainda chego lá.

Eu acho que esse negócio de começar a me arrumar antes de sair de casa foi culpa de uma amiga (te dedico, Vanessa!) que me disse que não saia de casa sem maquiagem e que se não desse pra se arrumar antes de sair, se arrumava no ônibus/metrô ou até na mesa do trabalho. Bem, eu sempre andei com uma nécessaire dentro da bolsa, caso surgisse alguma coisa pra fazer de última hora, e agora ela está sendo usada mais do que nunca. Porque claro, tem dias que eu aperto o botão de soneca e quero só mais 10 minutinhos na cama.

 



TCC – ajuda eu!
30 de outubro de 2010, 14:12
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Galera, seguinte: graças a Deus eu estou terminando a faculdade e como todo fim de curso tem esse brindezinho chamado TCC, que inclui uma “pequena” pesquisa de mercado, onde eu vou conhecer melhor vocês, meu target aka público alvo.

Então, por favor, respondam a essa pesquisa. 10 minutinhos do seu tempo e mais nada, é tudo o que eu peço. E obrigada :)

Clique aqui para responder o questionário.



O poder da maquiagem

Já entrei em algumas discussões com homens a respeito da maquiagem e a grande maioria deles diz que preferem mulheres de cara limpa, sem nada. Eu continuo achando isso bobagem. E mais bobagem ainda depois que eu li essa matéria.

Na realidade, eu tenho quase certeza, absoluta, de que os homens não curtem maquiagem carregada, principalmente no dia a dia. Aquele olhão preto nem sempre é sexy pra eles, mas na balada, com mil luzes piscante, pode dar um charme. Imagina se nós, mulheres, resolvessemos sair por aí, pra todo e qualquer lugar, do jeitinho que a gente acorda. Só limpamos o rosto e pronto, estamos livres para caminhar por aí. Na boa, homens? Vocês não merecem ver isso. Olheiras, cara de cansada, imperfeições… Não só os homens, mas ninguém mesmo merece ver certas coisas.

o corretivo que não sai de dentro da bolsa.

Sou MUITO a favor da maquiagem, não como máscara, mas como complemento. Do look, da vida… Toda mulher deveria carregar na bolsa a dupla infalível: corretivo e rímel. E o trio se forma com um gloss. O resto pode ser considerado vaidade. Por mais a mulher acorde de bem com a vida, se sentindo a Angelina Jolie de seu universo, um bom rímel, que abre o olhar, e um bom corretivo, que esconde algumas manchinhas não são nada mal.

Por exemplo, no meio do dia, do nada, seu chefe anuncia uma reunião com um cliente. Você está mega acabada, cansada, de ressaca. Corre pro banheiro, joga uma água gelada na cara, passa um corretivo, aplica o rímel et voilá... Você é outra mulher! Veja um exemplo de como uma mulher se transforma depois de usar o corretivo.

sou outra mulher depois do melhor rímel do universo: COLOSSAL, eu te amo!

Nunca subestime o poder dessa dupla. Se for combinada com o gloss, então! O gloss deixa a boca hidratada. Se você quiser substituir por um batom, numa cor rosa ou vermelha, você ainda pode usá-lo como blush! Não é simplesmente demais?

Só uma observaçãozinha pras meninas: não compartilhem seus itens de maquiagem. São coisas de uso pessoal. Lembre-se sempre que você não compartilharia seu papel higiênico ;)



A paixão por sapatos
30 de setembro de 2010, 12:37
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Até um tempo atrás eu realmente não ligava para sapatos. Eles só serviam para proteger meus pés do contato com o chão e mantê-los aquecidos. Minha mãe nunca me deixou ficar andando descalça por aí e eu sempre tive muitos tênis. Eu fui aquela criança que mamãe comprava tênis pro colégio, tênis pra sair, tênis pra ir ao inglês, enfim… tudo bem que eu nunca respeitava essas regras, usava o tênis que eu queria, onde eu queria.

Daí que eu nunca entendi muito bem esse lance todo com sapato que as mulheres têm. Até porque, na maioria das vezes, elas ficam malucas pelos seus stilettos e eu não posso usar salto. É, não posso. Porque como minha mãe sempre me fez andar calçada, meu pé é extremamente fino, então quando eu uso um sapato alto, a sola arde, parece que tem fogo. Enfim, eu tenho um olho de peixe na sola do pé e ele machuca DEMAIS. E outra: meu pé é feio. Mas isso fica pra um outro dia.

Então, um belo dia, no auge dos meus 18 anos eu passei em frente a uma Arezzo e vi uma sapatilha linda, por R$ 99,00. Pensei que por ser da Arezzo, ela provavelmente não machucaria meus pés e eu estava disposta a correr o risco. Comprei a sapatilha e usei, usei, usei, uso ainda. Pronto, foi o início de algo novo na minha vida. Todos os meus looks deixaram de ser casuais e passaram a ficar mais arrumadinhos e femininos. E depois eu comprei mais uma, nude, com textura metalassê. Na época tem existia o conceito de nude ainda, aconteceu uma temporada depois. Mas aquela sapatilha areia foi usada, usada, usada, tanto que a sola está FURADA!

E agora vieram os oxfords, as flat boots, e as sapatilhas continuam firme e fortes. Gente, tudo sapato lindo e sem salto! Perfeição na minha vida. Fui ao shopping com mamãe no fim de semana e comprei nada mais, nada menos do que 3 pares de sapatos. Lindos, maravilhosos e relativamente baratos. Relativamente porque a bota saiu por 50,00 mangos e o oxford quase 200,00. Hehehehe. E tudo bem, o terceiro sapato é um All Star, lindo! De tachinhas!

Só queria mesmo expressar meu sentimento de felicidade e dizer que agora eu entendo todas essas meninas que ficam malucas quando olham um sapato bonito. Não que eu não curta scarpin e Louboutins, mas agora eu tenho o meu momento, totalmente flat!



Receita caseira
18 de setembro de 2010, 14:55
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Caramba, meu úlimo post é de março, né? Tá mais do que comprovado que se tem uma coisa que eu não posso ser nessa vida é blogueira! Eu trabalho com isso, atualizo blogs de empresas, mas se for pra blogar pra mim, eu tô ferrada.

Aconteceu tanta coisa. Meu namoro continua firme e forte (Ursão, te amo!), mas ele foi embora, trabalhar em NYC. Daí que rola muita saudade, e pá pum. Mil conversas. Nesse meio tempo eu tirei passaporte, visto e ele me presenteou com uma viagem no feriado de 7 de setembro. Eu fui pra lá visitar ele, matar as saudades e comer comida americana. Uma das coisas que eu mais queria experimentar era o famoso mac and cheese. Isso é muito bom! Não tem absolutamente nada demais, é só macarrão com queijo. Mas não adianta fazer em casa primeiro, você tem que provar o original, feito lá, servido numa barquinha e acompanhado de uma porção de french fries com ketchup Heinz.

Daí hoje, eu continuo morrendo de saudade. Então passei no supermercado e comprei alguns ingredientes pra TENTAR reproduzir em casa e fazer pro Rafael quando ele voltar. Sim, eu vou passar a receita, mas é tudo de olhômetro. A quantidade que eu fiz dá pra duas pessoas tranquilo, a menos que sejam duas esfomeadas. Eu comi um prato e repeti mais um tantinho. Sobrou pro jantar :9

Mac and cheese caseiro:

Massa: o ideal seria comprar macarrão tipo corneto mini, que parece um arco. Esse macarrão é bem típico americano, mas não é difícil encontrar por aqui.

Queijo: eu comprei cheddar da Polenghi, tipo requeijão. Ele tem o gosto bem forte e é mais barato do que comprar um pedaço de queijo e mais prático pra derreter. Usei um pouco de mussarela ralada, creme de leite e leite.

Usei margarina também.

Sal e pimenta a gosto.

Modo de preparo:

Cozinhe o macarrão e reserve. Aqueci uma colher de sobremesa de margarina. Logo em seguida, eu coloquei quase todo o potinho de cheddar na panela, sobrou tipo 2 colheres de sopa no copinho. Deixei o cheddar derreter um pouco e fui colocando creme de leite. Mexi. Ele ficou cremoso, parecia mais um creme pra comer com nachos ou bolachinhas do que um molho de queijo pra cobrir o macarrão.

Daí eu coloquei um pouco de leite. Fui colocando aos pouquinhos. Ele ficou com uma aparência mais líquida. Então coloquei um pouco da mussarela ralada e mexi mais. Liguei o forno e deixei ele esquentando.

Coloquei o macarrão num refratário, joguei um pouco de pimenta do reino e depois coloquei o queijo. Misturei tudo e coloquei alguns tomatinhos cereja em cima do macarrão. Levei pro forno pré-aquecido e deixei lá por uns 15 minutos.

Quando eu tirei do forno, tava assim:

Tava simplesmente MA-RA-VI-LHO-SO! O tomate cereja é coisa minha mesmo, mas o mac and cheese ficou muuuuuuito parecido com o(s) que eu comi lá! Posso até dizer que ficou igual. Na realidade, numa próxima vez eu vou deixar dorar um pouco mais. Eu estava com muita fome e bem curiosa pra conferir o resultado. Eu recomendo tentar em casa!

Desculpa ser tudo sem medida, mas tudo o que eu faço é na base do olhômetro mesmo!

XOXO



diálogos imaginários #4

-EU TE AMO, ursão!

-Sério?

-Aham!

Não foi imaginário, aconteceu mesmo. Eu amo ele. E ele me ama. Hoje isso me basta!