Garota Problema…ou nem tanto assim


oi, 2010

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2010 começou batendo um tapa na minha cara. Logo na primeira semana eu tive várias experiências que eu jurei que iam mudar a minha vida e, quando eu estava lá no topo da montanha-russa, eu caí…e caí feio! Daí veio aquele momento que eu tirei pra refletir sobre a minha vida e tirei algumas conclusões que me renderam algumas resoluções.

  1. Permitir me apaixonar mais: eu tenho uma regra: só me permito me apaixonar por um cara a cada ano. Eu sei, é uma coisa super idiota que eu tenho, relacionada com sofrimento. Eu odeio sofrer, por homens então nem se fala, mas eu também preciso acordar todo dia e me sentir apaixonada, se não a vida pra mim não faz sentido. E daí quando acaba aquele cara, acabou, pro resto do ano. A solução é escolher um famoso ou alguém MUITO inatingível, tipo, sei lá, o cara mais bonito do lugar onde eu trabalho e criar um historinha na minha mente até o próximo rolo chegar, mas eu não me deixo levar por esse rolo, porque eu já sofri com o outro cara, deu pra entender?
  2. Parar de ligar tanto pra minha mãe: vocês não têm noção do absurdo que eu pago em conta de telefone/celular só pra falar com a minha mãe. Qualquer coisinha que acontece eu ligo pra ela. LITERALMENTE. A gente se fala uma 5 vezes por dia. É muito, não é? Então eu decidi que vou ligar menos pra ela. Posso até começar a mandar mais SMS (é que eu tenho um pouco de preguiça de SMS pra minha mãe), mas nas ligações eu vou diminuir.
  3. Comprar menos roupas que eu não vou usar: okay, eu dei uma leve diminuída nisso, mas eu ainda acho que compro roupas que eu não vou usar. Tipo, ano passado eu comprei um vestido lindo na Hering e eu usei UMA VEZ. O vestido do Reinaldo Lourenço pra C&A, da primeira coleção dele, que eu até mandei arrumar porque ele ficava muito comprido, eu NUNCA usei! Absurdo, brasiu! Vou investir mais em sapatos e bolsas.
  4. Ser menos fechada no trabalho e na faculdade: tenho que parar de ser tão reservada no meu ambiente de trabalho e na faculdade. Não sou esnobe, nem metida, só me fecho na minha concha. No fim de 2009 eu resolvi me abrir um pouquinho e não foi ruim, conheci gente nova, gente bacana e que gosta de mim! Então eu vou tentar ser mais aberta, okay?
  5. Fazer mais promessas: Em 2009 eu fiz poucas promessas. Na realidade, nem me lembro de ter feito alguma. Talvez o ano tenha sido bom, porque se eu não fiz promessas. Ah, lembrei de uma, mas eu também não ia cumprir, então deixa pra lá.
  6. Ter mais fé: não é só fé no sentido da religião, é fé em mim. Às vezes eu preciso ficar repetindo coisas pra mim mesma, até eu acreditar que vou conseguir conquistar o que eu desejo, e meus pais precisam repetir isso trocentas vezes, meus amigos idem. Em 2010 eu vou acreditar mais em mim e em todo o meu potencial, sem precisar que outras pessoas me lembrem e relembrem o tempo inteiro.
  7. Caminhar/correr durante as férias: sim, estou me comprometendo a levantar mais cedo 2 ou 3 vezes por semana enquanto não começam minhas aulas e depois quando eu entrar de férias do meu trabalho. Preciso perder uns quilos pra poder entrar *naquela* calça jeans, usar casacões no inverno sem parecer uma ursa e até usar umas roupas mais apertadas.
  8. Passar mais tempo com meus amigos: e aqui vale o que eu e @renatabranco prometemos: vamos aproveitar melhor nossos domingos. Quero reunir mais o pessoal e fazer um almoço ou jantar, jogar videogame, assistir um filme…Eu amo de paixão ir pra casa dos meus pais, mas eu não posso deixar meus amigos de lado.
  9. Sair mais sozinha: eu adoro ir ao cinema sozinha, mas vou pouco, por pura preguiça mesmo. Tá na hora de começar a andar mais por essa cidade gigante, descobrir lugares, conhecer pessoas, passear mais, ver coisas bonitinhas…Sozinha, acompanhada, sair mais é a palavra de ordem.
  10. Ler mais: eu li tão pouco ano passado, tem até um livro que meu irmão me deu de Natal e eu ainda não terminei! Daí no Natal do ano passado ele já me deu outro livro e eu não consigo começar porque nem terminei o outro. Então, eu me comprometo a ler mais.
  11. Ser mais espontânea: quero ser um pouquinho mais @rebiscoito. Tive vontade de dar um bilhetinho prum cara no ônibus esses dias e amarelei. Antes disso, eu respondi o cobrador do ônibus que brigou comigo por eu ter sido um pouco desatenciosa (juro, ele foi mal educado). Então quando eu tiver vontade de fazer/falar alguma coisa, eu vou tentar fazer. Pensar menos e agir mais.

Não vou prometer comer coisas mais saudáveis, mas espero parar de comer TANTA porcaria. Quem precisa de tanto chocolate e batatinha? Beber eu vou continuar bebendo mesmo, do mesmo jeito, não tá me fazendo mal, eu curto e nem sinal de ressaca nem corpinho de 21 anos.



eu não posso mais

Eu não posso, não posso, não posso.

Eu não posso mais fazer isso. Está me matando. Eu não posso. Preciso seguir em frente.

Mas…

Eu não consigo parar de amá-lo. Eu não consigo e eu preciso porque isso é a pior coisa do mundo.

Eu não posso porque pensando em tudo o que o que aconteceu literalmente me faz ficar mal do estômago.

Eu não posso porque ele é o único em quem eu penso.

Ele é o único em quem eu não quero pensar, mas eu não consigo parar.

Eu não posso porque eu não o beijei, nunca senti sua respiração entre meus lábios.

Eu não posso porque eu passo meus dias fantasiando com ele me surpreendendo, aparecendo na minha porta, me dizendo que cometeu um erro.

Eu não sei porque ele é tão confuso e frustrado e ele consegue tornar tudo tão incerto.

Eu não posso porque talvez ele ainda tenha sentimentos por mim.

Pode ser que haja uma pequena chance e eu sei que isso provavelmente não é verdade, mas isso torna tudo mais fácil.

Eu não posso porque eu penso estar nos braços dele a todo momento.

Os pêlos da barba dele passando gentilmente nas minhas bochechas.

O que eu sinto quando ele aperta minha mão.

Eu não posso porque nossos dedos se entrelaçam perfeitamente.

Isso parecia certo, era delicioso.

Eu não posso porque ele me entende.

Ele me entendeu, desde o começo.

E uma coisa dessas, você não acha sempre. Não mesmo.

Eu não posso porque nós seríamos perfeitos juntos.

Eu sei que seríamos. TUDO me faz pensar nele.

Lápis coloridos, tatuagens, camisetas de banda, ônibus escolares, piercings no nariz.

E toda vez que eu vejo essas coisas todas juntas.

Eu não posso porque eu praticamente comecei a chorar no meio da academia quando começou a tocar uma canção que me faz lembrar ele. E são muitas músicas que me fazem lembrar ele.

Eu não posso porque eu tentei e não funcionou. Eu quero muito parar.

E isso não vai acontecer.

Eu não posso porque eu não consigo ver outros caras. Eu nem consigo pensar nos outros como homens.

É como se eles não existissem pra mim agora.

Eu não posso porque eu imagino a gente pirando, coisas maravilhosas que a gente poderia fazer, nosso futuro e é tudo o que eu quero.

Eu realmente achei que fosse acontecer e agora a dor está me consumindo.

Eu não posso porque eu quero ele mais do que tudo o que eu quis na minha vida.

Eu não consigo respirar, nem me focar, não consigo ficar sem ele. Eu não posso viver o resto da minha vida imaginando como seria se nós ficássemos juntos.

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Porcamente traduzido (e adaptado) daqui.




Living la vida loca
outubro 27, 2009, 10:03 am
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Um dia você acorda e percebe que não está sozinha no mundo e nem que ele [o mundo] gira ao redor do seu umbigo. Quando isso acontece, geralmente você já não é mais uma criança, já é um adolescente e tem que estudar pro vestibular.

Ser adolescente pode ser a pior, mas também a melhor, fase da sua vida. É nesse período que você começa a sair, beber, conhece muita gente bacana que vai continuar sendo sua amiga até o para sempre infinito, outras pessoas parecerão legais, mas lá no fundo elas não passam de umas idiotas, dignas de pena. Aqui você também mente um pouquinho para os seus pais (o que não foi meu caso, na ÚNICA tentativa de mentir para a minha mãe eu fui lá e contei toda a verdade sobre o meu plano de dormir fora de casa para poder ir pra balada).

Daí vem a fase adulta e você se vê passando por problemas de adulto. Parece tão óbvio, né? Mas você achava que isso não ia acontecer com você. Você via sua prima ali sofrendo porque o cara que ela era afim a tinha dispensado, ou que seu irmão tá sofrendo porque estourou o cartão de crédito. Então, esses problemas agora são seus. Você paga o aluguel, as contas de casa, tem que fazer compras, trabalhar e continuar estudando.

Não tô aqui para assustar ninguém, mas se você ainda mora com seus pais, sinta-se feliz. MUITO feliz. Quando você resolver sair de casa pra enfrentar o mundo lá fora vai ser bem legal, aquela liberdade toda de poder fazer festinha no seu apê (isso é, se você não morar em um prédio cheio de senhores e senhoras de idade que não suportam uma música alta depois das 22 horas), não dar satisfação pra ninguém, mas fica a dica que, no final das contas, você vai sentir falta disso. De alguém para cuidar de você, da comida da mamãe cheirando pela casa, de poder dormir até tarde no fim de semana sem pensar que você precisará ir ao supermercado, lavar roupa e guardar a louça da semana toda.



Belly 8 anos
setembro 14, 2009, 9:30 am
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Assim como toda mãe coruja, eu sou vidrada nas minhas pequenas poodles. Que só são pequenas porque são cadelas. E como eu fiz um post especial pra Bianca, não podia deixar de fazer um pra minha outra princesinha.

Belly Christina completa hoje 8 anos. E eu vi essa coisinha nascer, sabe? Ela nasceu no quarto dos meus pais e era a mais feinha dos filhotes. De tão gordinha, mal conseguia andar, se arrastava pelo chão, e era egoísta também, não deixava seus irmãozinhos mamar, queria tudo pra ela. Como ninguém a escolheu, o destino escolheu ela pra gente e eu a nomeei de Belly, porque, sei lá, achei um nome bonito.

E ela tem vários apelidos: Bebê, Bel, Bebel, Belzinha, Florzinha, Princesa…e vai. A Belly é muito mais apegada à minha mãe, é o grudinho dela. O que me encanta nessa pequena é que ela sempre se incrimina, não importa se foi ela ou a Bianca que fez bagunça, ela sempre vai se entregar.

belly



O valor da vida
agosto 22, 2009, 12:53 am
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Tem dias que a gente acorda e pode estar o frio que for lá fora que você nem se incomoda de já ter pensado numa roupa e ter que adaptá-la ao mau tempo. Fica feliz porque o final de semana está chegando e parece que tudo vai se resolver. Pra mim hoje o dia demorou pra passar, as horas foram se arrastando e num determinado momento eu me pego chorando ouvindo uma música, eu começo a refletir sobre o valor da minha vida. No dia anterior eu tinha comentado no Twitter que se fosse pra morrer, que eu morresse formada. Ora, mas é claro que nem morrer eu quero. Quero me formar, me especializar, me pós-graduar, casar, ser mãe…enfim, quero ter a vida que eu sonho desde que me dou por gente. Mas e o preço que eu vou pagar pra realizar esse sonho?

Acredito que todo mundo tenha dias difíceis. Aqueles dias que você só sente vontade de não sair da sua cama e deixar o mundo lá fora, se refugiar dentro do seu mundinho, mas você precisa encarar o mundo, levantar a cabeça e seguir. Por mais difícil que seja, todos os dias travamos batalhas pessoais e tentamos vencer nossos próprios medos.

Hoje eu chorei pela perda de uma pessoa que eu nem conheci, uma pessoa que tirou a própria vida. Como eu não a conheço, não sei como estava a vida dela, não sei das suas batalhas, dos seus erros e dos seus acertos, nem do que a afligia. É muito triste saber que certas coisas andam ao seu lado e vem assim, sem avisar. Também é triste ver uma pessoa que não consegue se ajudar, largar o que pode ser um vício ou um comodismo ou qualquer coisa que possa ser nomeada.

Já passei por momentos em que eu gritava e ninguém parecia me ouvir. A minha solução foi fugir. Eu abri mão de um alicerce, de uma coisa conhecida e fui encarar o novo. Não sou uma pessoa muito aberta a coisas novas porque eu sou medrosa, mas pra eu me sentir melhor eu tive que fugir de mim mesma pra aparecer outra Camila, que é essa Camila que todo mundo conhece. A outra, que está no passado, eu não quero e nem vou apresentar. Aquela menina mimada, cheia de dúvidas, mas cheia de certezas incertas é essa pessoa que hoje luta para sobreviver nessa salva caótica de pedra e se fortalece nos seus medos.

Quanto a essa pessoa que se foi eu só espero que ela esteja melhor onde está e que a sua família se conforme e se console desta perda. Não é fácil perder alguma coisa, muito menos o que a gente ama. É preciso seguir em frente, levantar a cabeça e ser forte não só por si, mas por aqueles que não conseguem ser fortes sozinhos. Hoje? Eu vou dormir com a luz do corredor acesa, pois como eu disse, sou medrosa.




Happy Birthday
julho 15, 2009, 10:11 pm
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BeancaMarie

Upload feito originalmente por Camila Santana

“Duas jaboticabas, uma ameixa preta, um pedaço de presunto e um monte de algodão. Quem é? É a Bianquinha!”; Nhom.

Eu posso ser uma idiota por inventar uma música pra uma cachorra que não vai entender o significado. Mas sério, eu vejo nos olhinhos dela que ela gosta quando eu canto. <3

Amo muito meu bebê. 9 anos de muito amor da Bibi em nossas vidas.



Meninas, acordem!!!!

Eu estava pensando, depois de muito ler em vários blogs, que nós, mulheres, estamos sendo muito descobertas. Isso mesmo, meninas, os homens estão nos desvendando a cada dia e estão usando novas estratégias em nós. Afinal de contas, quando você conhece o inimigo, tudo fica mais fácil, não é mesmo?

Acontece que nós pedimos pela igualdade sexual e ela nos foi concedida parcialmente, já que ninguém é igual a ninguém, por que conceder para as mulheres aquilo que é natural dos homens? Mostrar sua sexualidade, seu corpo, sua força. Vamos lá, isso nos foi concedido atgé um certo ponto. Um exemplo prático: que homem não baba na Megan Fox? E quantas mulheres não morrem de inveja dela? Até a própria Angelina Jolie tá com com uma invejinha da garota. Agora, convenhamos, os homens babam nela, mas vocês REALMENTE acham que se ela fosse namorada deles, eles gostariam de ver a mulher deles andando seminua pelo tapete vermelho? E ainda por cima com os faróis acesos? Num primeiro instante é sexy, mas é a namorada dele sendo desejada por milhões de caras pelo mundo inteiro. O que eu quero dizer é que os caras continuam tradicionais.

Outra coisa, se você transa com o cara no primeiro encontro. Você não é taxada de vagabunda, mas pode ter certeza que aquele cara, já era. Deleta ele da sua agenda no celular, gata. Ele entrou pra história. Acontece que enquanto você pensa “sou moderna e estava querendo satisfazer o meu desejo”, ele pensa “essa é fácil, é só eu ligar que ela ta na minha”. Daí você diz que não, você não é assim. Mas vai, fala isso pra você mesma. Você pode convencer suas amigas e outras pessoas, mas no fundo você se sente usada, algumas vezes acaba querendo algo a mais e daí já era. E  se você não transa no primeiro encontro¿ Bem, ele pode ser paciente, ele pode realmente estar te querendo e esperar, quem sabe nesse meio tempo ele não te descobre por dentro, acabe gostando e daí vocês casam e são felizes para sempre.

Não estou passando a fórmula mágica e secreta dos relacionamentos, são só algumas reflexões feitas por mim. Aliás, se você pensar bem, to dando mais uma brecha para os homens, tornando esse texto meio irônico. Mas vale passar a dica. Não adianta xingar o cara de palhaço, nem chorar para as amigas, correr atrás do homem, fazer macumba, o que for. O que tem que ser feito é uma mudança no comportamento feminino. Vamos nos portar melhor, ou melhor, nos valorizar. É meio papo de mãe, de vó, de alguém mais velho, mas é verdade, se a gente não se valoriza, ninguém valoriza. Por isso tem muita mulher linda e solteira por aí. Daí vem as desculpinhas que “ah, homem não gosta de mulher assim, não curte mulher daquele jeito”. Primeiro: ninguém tem que mudar nada pra ser aceita pelo cara. E depois: homem gosta de mulher segura, então ela pode ser independente, pode ser loira, pode ser alta, pode ser gorda, o importante é ser segura e se valorizar, chamando atenção para aquilo que valha a pena e não para o decote, a fenda…Ser quem você não é não ta com nada. Se achar “a evoluída” por agir de certa forma não vai te fazer arrumar um namorado.  Depois, não adianta ficar lendo livrinho de auto-ajuda, filminho que te dá aula de comportamento e ficar reclamando por aí. Resgate da alma e do mistério feminino djá!